terça-feira, 29 de março de 2011

Do que uma pessoa determinada é capaz...

A gente aprende muito com as pessoas e principalmente com os exemplos que elas dão.
Conheci Alexandre em meados de 2006, quando, cheio de dreads, piercing e tatuagens, organizava a ocupação (é isso mesmo) de um imóvel antes utilizado como igreja evangélica...
Não se preocupava com estudos. Profissão: “arte de rua”.
Era (é) famoso por suas pedaladas desafiantes: Uberlândia – Porto Alegre, Uberlândia – Rio de Janeiro, Bahia - Uberlândia, e assim vai... 1400, 2300 quilômetros de pedalada, 1 mês inteiro, sol, vento, poeira, e tudo o que se pode imaginar de uma aventura dessas.
Conta-me que alguns anos depois deu a louca nele e, de súbito, decidiu que queria ter segurança financeira na vida: “Pai, vou pra Brasília estudar pra concurso”.
PASMEM: 6 meses de estudo bastaram e ele agora é servidor público federal!! É de torcer qualquer concurseiro profissional de inveja. E não teve nenhum QI, não!
Agora, como que uma pessoa que nunca foi de pegar em livros de repente passa 12 horas por dia estudando na biblioteca da UnB (conta ele)???? E todos os dias, incluindo sábado, domingo, feriado, natal e réveillon?!?
Fiquei matutando sobre isso.
A princípio cheguei a pensar que ele podia ter uma inteligência acima da média. Mas agora eu creio que entendi: a questão não é inteligência excepcional, e sim determinação.
Já imaginou a determinação que é preciso ter para pedalar mais de mil quilômetros? E dois mil quilômetros? Em quantos momentos uma pessoa normal desistiria da idéia antes mesmo de começar a coloca-la em prática?
É olhar um ponto no horizonte e dizer “eu vou chegar LÁ”. E chegar! Sem desvios, sem se deixar levar por desânimos, sem deixar-se crer que não pode ser, que não é capaz. E o principal: sem desistir.
É a mesma determinação que fez com que ele, do nada, começasse a estudar tanto.
Parabéns pra ele!
E nós, de cá... não que devamos cruzar o mundo de bike não, mas é forçoso reconhecer que essa determinação faz bem.
Então, aproveitemos para pensar: será que falta determinação na minha vida?
Será que colocamos o devido empenho pra fazer aquilo que nos propusemos a fazer, ou pra conseguir aquilo que falamos querer tanto?
Não tem sido mais fácil mudar os planos e nos convencer de aquilo não era tão importante assim – “ah, eu nem queria mesmo”?
***
A outra lição que esse amigo nos dá é a de poder recomeçar sempre.
De fato, ele tomou um rumo na vida que eu jamais poderia imaginar quando o conheci. Pra mim, ele ia ser hippie pra sempre! Hahahah
Não que ser hippie seja algo ruim, mas parece que trabalhar no combate ao tráfico ilegal de nossos animais silvestres é uma atividade bem mais interessante (ele é analista ambiental).
O que aconteceu é bonito de se ver!
Qualquer um pode mudar os rumos da própria vida, quando quiser.
Primeiro é preciso querer. Depois, ter determinação o suficiente. E esses dois requisitos só dependem de nós - mais ninguém....
Deus contigo, Ale! Abração!

PS: O Ateu continua fazendo as tatoos e andando de bike (bem menos) e deu uma engordadinha – “a idade chega” (ele quem disse) ahahhaha. Quem quiser conhecer essa peça rara, voilá orkut. =]

domingo, 20 de março de 2011

Destruição para Evolução

O progresso intelectual e moral do ser humano ocorre tanto com o vagar dos milênios como com o choque brusco de algumas horas.
A tragédia recente no Japão é exemplo da segunda forma.
Para conseguir enxergar isso, é preciso, antes de mais nada, entender que desastres naturais são (ora!) naturais.
A movimentação de placas tectônicas no interior da Terra – ou seja, terremotos, tsunamis etc. – sempre existiu e, aliás, era muito mais frequente nas primeiras Eras da Terra e, nem por isso, o mundo acabou (então não me diga que é o fim dos tempos).
Acidentes nucleares, já houve piores. Tudo controlado. Tudo superado.
Pois bem.
Convido vocês, agora, a observar o lado “bonito” e funcional do desastre!

- Evolução científica:
No momento presente, engenheiros e especialistas não podem pensar em dormir antes de encontrar uma forma eficaz de reduzir o superaquecimento dos reatores nucleares, a fim de evitar mais explosões.
Os tais reatores tinham uma forma de resfriamento próprio que, por razões diversas, não funcionou. Certamente, quando o perigo maior for eliminado, cientistas de todo o mundo vão encarar o desafio de entender o que deu errado e como aprimorar técnicas e recursos para evitar falhas no futuro.
Isso aconteceu aqui no Brasil, em setembro de 1987, após a contaminação com Césio-137 na cidade de Goiânia.
Walter Mendes, físico nuclear da CNEN, relata, em entrevista, que, depois da referida tragédia, a forma de lidar com radiação no país mudou completamente – o atendimento às vítimas, as técnicas de descontaminação, o tratamento em relação ao meio ambiente, o controle de material radioativo, entre outros – e conclui: “com cada acidente se aprende”.
Tudo melhorou por aqui. Tudo melhorará no Japão – e bem mais, afinal, o país do sol nascente é a 3ª maior economia do mundo e um dos pioneiros em tecnologia.
O progresso também ocorrerá na sismologia. Nossa capacidade de prever abalos sísmicos é de cerca de 10%. Com os estudos a se realizar após o desastre no Japão, devemos dar mais alguns passos.
Na verdade, o progresso científico ocorrerá em muitas outras áreas, as quais, por limitações próprias, não sou capaz sequer de imaginar.
Vejamos outros aspectos.

- Evolução política:
Reacende-se o debate sobre a conveniência da geração de energia nuclear!
É geral! Nos telejornais, nas universidades, nas salas de aula, nas reuniões partidárias, no Congresso, no Senado, nas câmaras, especialistas e gente comum, no trabalho, em casa, em reunião com a família, ou na mesa de um bar, com os amigos.
Todos, em algum momento, param para pensar e falar sobre questão. Compensa? Não compensa? Que rumos tomaremos? Lembrando que o debate é importantíssimo para a construção do conhecimento e tomada de decisões.
Por enquanto, Alemanha e Suíça suspenderam investimentos em novas usinas nucleares. China, Índia e Estados Unidos, entre outros países, já ordenaram uma inspeção geral da segurança de suas centrais nucleares. O Brasil também decidiu reavaliar a segurança de Angra I e Angra II. Todos os países devem revisar e reforçar a segurança de suas usinas em razão do ocorrido no Japão.
Ah! Cooperação entre os povos!

União Europeia, Rússia e China disponibilizaram equipes de emergência. A França enviou 95 toneladas de produtos químicos para atrasar a fusão nuclear, além de acessórios e roupas especiais para proteger os agentes contra a radiação. Os EUA disponibilizaram alguns militares. O Brasil se colocou à disposição, sem ainda mencionar que tipo de ajuda pode dar. Espanha, Inglaterra e Coréia do Sul, e outros países, fizeram o mesmo.

Enfim, várias nações se colocaram à disposição! É a consecução do que se pretende a boa diplomacia!


- Evolução moral:
A cooperação se desenvolve não só entre nações, mas entre pessoas - surge um altruísmo agigantado!
Não sei se vocês sabem, mas os militares que sobrevoam a usina só o podem fazer por, no máximo, 15 minutos, sob pena de serem contaminados. Que dizer então dos 180 funcionários que se arriscam dentro da usina para tentar controlar o vazamento? O que é que move um ser a colocar-se, não em risco mas, em dano certo, para tentar solucionar um problema e evitar um desastre?
É o altruísmo! Essa linda virtude que, em definição do Michaellis, significa: Amor ao próximo; abnegação, filantropia. É lindo ver!
Mas, falando em virtudes...
Em O Livro dos Espíritos, na questão n. 740, Kardec pergunta se os flagelos naturais são provas morais para o homem e obtém a seguinte resposta:
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.” (destaquei)
De Fato!
Quando, de um dia para o outro, uma onda gigante “varre” tudo o que você tem (carro, objetos pessoais, casa etc.), como brinquedos em uma enxurrada, e não sobra nada, é momento de reconhecer a nossa pequenez, a fugacidade das coisas materiais, a fragilidade humana e, sim, resignar-se às Leis de Deus, da Natureza;
Quando se é obrigado a ir para abrigos comunitários lotados, com racionamento de tudo – comida, energia, água, remédio; falta de informações e nenhuma previsão de quando essa situação vai terminar, o que resta é ter paciência, muita paciência;
Quando, comovidos por tanto sofrimento e sentindo o altruísmo nascer em nós, nos dispomos a ajudar o outro, custe o que custar, estamos exercendo a abnegação e o amor ao próximo de forma desinteressada, porque não há recompensa material por isso.
Sim, crescemos muito com as dificuldades!
E nossos irmãos japoneses estão crescendo muito mais, espiritualmente falando.
Enquanto isso, nós aqui, em nossa zona de conforto, perdendo tempo com qualquer besteira, podemos refletir, inclusive, sobre o comportamento exemplar do japonês diante da situação de pânico: calmo, educado, disciplinado, organizado (...).
***
Bom, eu tenho muita coisa pra escrever ainda, mas não quero cansá-los mais do que já cansei. Peço desculpas se, apesar disso, acabei sendo lacônica e deixei faltar detalhes importantes.
O objetivo era e é apenas mostrar que às vezes a tragédia se faz necessária para a evolução mais célere dos seres.
Então, eu lhe desafio a, na próxima reportagem que assistir ou ler, ao invés de reclamar e lamentar excessivamente, com tanto negativismo, ter olhos para enxergar qual é o progresso (o lado bom!) que se evidencia, ou timidamente se anuncia.
Grande abraço!

PS: Recomendo essa matéria.  

quarta-feira, 9 de março de 2011

Amizade é uma questão de convivência?

Venho refletindo sobre os meus amigos que se foram... (de Uberlândia!).
Quando ainda moravam aqui nos víamos sempre, saíamos juntos, estávamos sempre conversando e compartilhando experiências.
Com a mudança – e com o tempo – agora nos vemos apenas duas vezes ao ano e, de resto, trocamos poucas palavras no facebook ou congênere.
Não sei mais detalhes sobre qual é o problema da vez, quem são seus novos amores, suas dificuldades, suas conquistas. Não estou mais inserida em seu cotidiano e cada um vive uma vida estranha à minha.
Então me pus a questionar: seria um momento de crise na amizade? Ela acabou? Nunca foi verdadeira, pois se fosse o distanciamento nunca ocorreria?
Será que amizade é uma questão de convivência? E, na medida em que eu não vejo os meus amigos regularmente, essa amizade se esvai?
Dói pensar nisso...
Foi quando tive um insight: mas não é exatamente isso que ocorre nas sucessivas reencarnações?
A gente vive aqui na Terra, faz muitas amizades e depois morre. Volta para o plano espiritual, faz amigos por lá também, depois dizemos tchau e reencarnamos. Aqui de volta, fazemos novos amigos, reencontramos outros, e novamente desencarnamos, nos distanciando de novo dos que aqui ficaram, e assim por diante.
É o vai-e-vem da estação tão bem narrado na canção “Encontros e despedidas”, de M. Nascimento e F. Brant, belissimamente cantada por Maria Rita.
Os laços de amizade não são desfeitos porque mudamos a roupagem material, de modo que temos muito mais amigos que podemos imaginar...
Que dirá então da mudança de sítio, no mesmo plano físico!
Então o que importa não é a convivência, porque essa nunca dura! MAS SIM, o que se viveu com @ amig@.
Os conselhos dados e recebidos, as gargalhadas compartilhadas, o ombro ofertado na hora do choro, as tramas da adolescência, as utopias da faculdade... os momentos de vitória e de derrota que vivemos um ao lado do outro... Enfim, todos aqueles acontecimentos que possibilitaram que nos conhecêssemos profundamente, enquanto ideais e valores, a nutrir sincera confiança e admiração um pelo outro.
O que nos mantém unidos, verdadeiramente, é o pensamento de amor, de estima e de respeito que guardamos com carinho no íntimo.
Afinidade é irreversível.
Assim, aos meus amigos queridos, Lu, Xará, Cris, Zé e, agora, Henrique... e tantos outros que não são mais do meu convívio... onde quer que se encontrem, saibam que embora eu não esteja mais no dia a dia de vocês, estou sim diariamente enviando fluidos de amor através da lembrança e da saudade!
A qualquer chamado, I’ll be there for you!
Amo-os muito!
Que Jesus ilumine nossos caminhos!
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...


domingo, 6 de março de 2011

Carnaval: amanhã tudo volta ao normal?


Chico Buarque, compositor incomparável do qual sou eterna admiradora, conseguiu captar magistralmente a lógica do carnaval na seguinte composição:

Noite dos Mascarados

 

- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão!
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão... Fui porta-estandarte, não sei mais dançar...
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
Deixa o dia raiar que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!




É fantástico!
Observemos...
Começa bem o diálogo com “quem é você?” a indicar duas pessoas que nunca antes se viram na vida. São absolutamente estranhas entre si.
Explica o narrador que os mascarados (aqueles que não querem mostrar sua face) saem a procura de seus namorados. E não é esse o propósito da maioria dos jovens nas festanças de carnaval?
A intenção dos dois fica logo bem definida – no carnaval não se perde tempo: “diga logo”, “eu quero morrer no seu bloco”, “eu quero me arder no seu fogo”.
E quem são esses dois a se consorciar? Vide o antagonismo gritante contrastado pelo compositor: um é seresteiro e poeta, o outro zomba do amor; um nada em dinheiro, o outro não tem um tostão; um não sabe dançar, o outro nasceu pra isso; um é jovem, o outro não. Ou seja: São pessoas totalmente diferentes! E não é aquela diferença saudável que se complementa não. É a diferença do NADA A VER um com outro mesmo, que jamais daria certo, sem futuro nenhum!
“Mas é Carnaval!”, concluem.
E que papo chato!... Pare... “Não me diga mais quem é você!”. Não interessa.
“Deixa a festa acabar, deixa o barco correr”... Carpe diem!! Carpe carnaval!
“Deixa o dia raiar que hoje eu sou Da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou Seja você quem for”. Vixe! É com esse pensamento que as pessoas perdem a postura e, encorajadas pelo álcool, drogas, máscaras e influenciações, se dispõem a fazer o que, em dias normais, jamais fariam.
É quando a mulher comportada sobe na mesa, o cara dá em cima da mulher do outro, os rapazes têm idéias esdrúxulas e infelizes, a mocinha de família decide que pode se exaltar...
É o ápice do whatever, do tanto faz, do foda-se – irracional e desmedido.
Geralmente quando jogamos nas mãos de Deus (“seja o que Deus quiser”) é que queremos nos livrar da responsabilidade, como se isso fosse possível.
Que grande ilusão eleita!
“Amanhã tudo volta ao normal”?! – volta nunca.
É um grande engano pensar que o que se faz no carnaval, por lá fica.
Não somos seres estanques, nossa vida não está dividida em contos – é um conto só!
E no amanhã, após o carnaval, vamos sim lidar com os reflexos dos 4 ou 5 dias anteriores: as vezes um prejuízo financeiro, uma ressaca insuportável, um ferimento mais grave, uma amizade rompida por uma briga vil, uma gravidez indesejada, o contágio de uma doença...
Isso tudo sem mencionar os prejuízos de ordem espiritual! Quantos de nós não regressamos aos nossos lares trazendo a companhia de um irmão desencarnado infeliz, ainda afoito pelas sensações da embriaguez e do sexo desregrado?
Constantemente conosco, ainda que sem perceber, esse irmão vem acentuar as nossas reações de impaciência, de irritabilidade, de agressividade, preguiça, descrença, desânimo, depressão... Consolida-se o desequilíbrio.
Para “consertar” tudo isso o caminho é longo e árduo.
Somos nós, a trancos e barrancos, no caminho da evolução.

terça-feira, 1 de março de 2011

Prolegômenos...



Será que o que a gente pensa é tão importante assim que é preciso publicar na internet?
Com certeza não.
Talvez por isso há algum tempo venho resistindo a minha vontade de escrever (e blogar). Mas agora não estou me agüentando. Então vou começar.
Servirá principalmente pra mim, porque antes e ao escrever temos que reelaborar alguns conceitos, racionalizar alguns acontecimentos, refletir, relembrar, repensar... (e mulher adora isso hahahaa). É pressuposto da compreensão.

O título do blog tem o propósito de incitar a reflexão.
Antes de pensar na resposta, observem a força do termo “você quer”.
Não interessa que olhos se têm, e sim quais se quer ter.
A escolha é nossa, sempre.
Tem gente que vê o mundo com olhos indiferença, de paisagem. Outros, de pessimismo, como se tudo só pudesse dar errado mesmo (esses são os piores). Tem aqueles para os quais o mundo é uma colônia de férias, e o que nos resta é brincar. Há ainda os que olham e não entendem nada – e, de alguma forma, se comprazem com isso.
O fato é que essa escolha reflete em nossa vida profissional, familiar, social, afetiva etc.
Eu, particularmente, escolhi ver o mundo com olhos de muito otimismo, sabendo que tudo tem um porquê. A visão positiva não me isenta de dores nem incertezas. Mas que o mundo está, sim, nos eixos – disso eu nunca duvidei.
E você, já decidiu? 
Com que olhos você quer ver o mundo?