sábado, 24 de dezembro de 2011

Prece de Natal

Querido Jesus, Mestre amado!

Seja ou não esta data o verdadeiro dia do seu nascimento, o importante é que hoje, dia 25 de dezembro, muitas pessoas lembram melhor de ti.
E o que temos para lembrar é que você - o Espírito mais evoluído que já encarnou na Terra - quis nascer num estábulo, entre animais, nos ensinando o desapego às coisas materiais;
Escolheu para discípulos simples pescadores, nos ensinando que conhecimento intelectual não é pressuposto para conhecimento moral e espiritual;
Lavou-lhes os pés, nos ensinando a humildade;
Não revidou às injúrias e calúnias, nos ensinando a mansuetude, a resignação.
Enfim, nos ensinou muitas atitudes belas que até hoje não conseguimos praticar.
Por isso pedimos:
Dê-nos a força e a coragem para seguir-te os exemplos!
Ajuda-nos, Jesus, a sermos brandos, otimistas, pacientes; a calar ante às insinuações desequilibrantes; a conter a língua maledicente; a não mal-querer nossos semelhantes; a AMAR!
Que possamos nos tornar seres humanos melhores!
E abençoe, querido Mestre, as nossas famílias!
Mas também as famílias que não tem a mesa farta; que perderam entes queridos; que estão em sofrimento. Abençoe as pessoas que nesta noite de Natal estão trabalhando. E console com teu amor as pessoas que não tem família, que estão sentido a solidão.
E por fim, nós agradecemos!
Agradecemos às mãos invisíveis que todos os dias nos acalentam, nos apoiam, nos encorajam, nos dão boas sugestões, nos amparam, em seu Nome, sem que sequer notemos.
Pela graça de Viver, Obrigada!!!





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Opção que se faz e opção que resta

Sábado passado fui a um lugar bem underground aqui em Udia.
Não preciso citar o nome e se o fizesse muita gente não saberia onde fica, porque o tal lugar não é sinalizado. Na verdade, fica escondido e pra chegar lá é preciso sair perguntando.
Cômodos escuros, móveis improvisados, paredes porcamente pintadas e tacos de madeira descolando-se do chão anunciavam: aqui, investimento nunca foi preocupação. hahah
Música boa, galerinha animada e diversificada.
Notei que muitos casais homossexuais ali se divertiam descontraídos.
Observando esse quadro, comecei a pensar: raramente vemos esses casais em shoppings, restaurantes, clubes e outros lugares públicos. Por que será? Será que eles não gostam?
Onde estão essas pessoas que assim não se mostram no dia a dia? Onde estão, afinal, as centenas de homossexuais que lotam a parada gay todos os anos? (...)
Passei, então, a divisar o que é opção que se faz e opção que resta.
Um casal de mulheres a se beijar naturalmente na praça de alimentação do shopping certamente não poderia ali permanecer.
Não que os seguranças fossem impedir, mas os olhares atravessados tornariam a estada insuportável. É provável que além das caras feias, alguma mãe “zelosa” desviasse a vista de seu filho, duas senhoras cochichassem e até, quem sabe, um devoto qualquer fizesse o sinal da cruz.
A cena de discriminação é horrível e seria necessário ser sobre-humano para suportá-la, sem se ferir.
E se é tão insuportável, deixa de ser opção.
Parece que o que efetivamente acontece é que, em razão dessa discriminação abominável, resta aos casais homossexuais apenas esses lugares escondidos, como o que citei no início. Ali, pelo menos, não são julgados.
***
Mas a Lei é de progresso e tudo evolui!!!
A sociedade já melhorou muito e é só ter atenção para observar como as novas gerações não ficam nutrindo preconceito. Pelo contrário: entendem e praticam com muito mais facilidade os valores do respeito, da igualdade e da liberdade!
Nosso Poder Judiciário, a cada dia que passa, melhor anuncia os novos tempos (vide os belíssimos votos dos ministros do STF).
As mudanças estão acontecendo, em todas as áreas, cada vez mais velozes!
Não tenho dúvidas de que, em breve, vamos presenciar casais de todas as preferências, em todos os lugares, livres e indiferentes.
Aí sim, haverá verdadeira opção.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tristeza benéfica

Outro dia estava observando os álbuns de fotos de algumas pessoas no Orkut e Facebook.
Já reparou que, sei lá, 99% são de momentos de alegria? Uma viagem à praia, a festa com os amigos, a ocasião romântica com o “bem”. Alguns colocam fotos neutras, mas de tristeza mesmo, nunca vi.
Vendo isso, talvez nos esqueçamos de que tais pessoas também têm dias árduos no trabalho, sentimento de solidão e crises no relacionamento.
Mas o que quero destacar não é isso.
Fiquei pensando como nós condenamos a tristeza e a escondemos ou fugimos dela como se fosse a pior coisa do mundo.
Parece que algo nos diz que é preciso viver em alegria constante.
Engano.
A tristeza é um fenômeno natural e, se bem aproveitada, pode nos fazer bem!
(Só pra esclarecer: estou falando aqui daquela tristezinha, desânimo, moleza, baixo-astral – que logo passam).
A lição é de Joanna de Angelis, no livro Atitudes Renovadas:
[A tristeza] Pode ser considerada como uma pausa para a compreensão da existência.
(...) convida à viagem interior, propondo avaliação de comportamento e consideração de valores aceitos.
É normal e, algumas vezes, benéfica, pois que faculta um mecanismo de retrocedimento mental para revisão e análise em torno e acontecimentos e vivências que necessitam ser considerados.
Pode acontecer, igualmente, que, de um instante para o outro, perceba-se que aquilo que se está fazendo não é exatamente o que se gostaria de realizar, abrindo espaço para uma certa tristeza, que irá contribuir para refazer experiências e viver-se conforme os novos padrões emocionais.
Fica claro, então, que a tristeza é um chamamento para a reflexão; um alerta de que algo precisa ser revisto dentro de nós.
MAS, na maioria das vezes, ao invés de aproveitar o momento para tentar nos entender, o que fazemos?? Buscamos distrações ou a alegria eufórica, ainda que forçadamente.
E é tão fácil... Encontramos os amigos, recorremos ao álcool, ligamos a TV ou a internet – que tem sempre alguma bobagem engraçada pra gastar as horas e as décadas.
Fingimos que não existe, até que passe.
***
Basta!
Tentemos fazer diferente!
Da próxima vez que bater aquela tristeza, vamos criar coragem para nos silenciar e, assim, poder ouvir o que nós mesmos queremos nos dizer – e o que precisamos mudar.

=]

terça-feira, 14 de junho de 2011

Do que sabe um cisco?

Pessoas!
Despendam 3 minutos assistindo ao vídeo abaixo.
Ele é o trecho de um filme que minha amiga cientista-engenheira-nerd-rocker Camila indicou (haahahah).
Ele começa mostrando nosso Planeta Terra e depois... vejam onde vai dar.

E então?
Ali pelo tempo 1:10 dá pra ver a Terra?
Passamos por Marte, Júpiter, Saturno... saímos do nosso sistema solar... bem longe, depois, saímos da Via Láctea, a qual podemos bem visualizar a 2:27.... e mais a frente percebemos que há muitas outras galáxias... e.... puxa vida! QUE LOUCURA!
É impossível não pensar: será mesmo que estamos sozinhos nessa imensidão?
Seria esse pontinho chamado Terra o único lugar de seres vivos e inteligentes?
Não pode ser!
A razão não aceita essa hipótese.
Pensando assim, institutos como o SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) investem muito dinheiro à procura de vida em outros planetas.
O engraçado é que alguns pensam que vamos encontrar seres iguais a nós, que transformem oxigênio em gás carbônico e precisem de água em estado líquido...
Será tão impossível assim que exista vida que “respire” outros elementos, que tenha outro tipo de corpo material, totalmente diferente do nosso?
Aliás! Quantos elementos não devem existir nesse Universo além dos que estão na nossa tabela periódica! Lembrando que recentemente descobrimos o ununóctio, de número atômico 118.
É muita limitação da nossa parte.
Não sabemos de quase nada ainda.
Somos apenas um cisco.
Mas, por favor! Não vamos acreditar naqueles discos voadores que vira-e-mexe aparecem nos programas sensacionalistas.  Nossa imaginação é poderosa e capacidade de ludibriar de alguns oportunistas é ainda mais surpreendente.
(...)
Por fim, fico aqui pensando comigo mesma:
Se a Terra é um grão de areia no Universo, o que somos nós?
E os nossos problemas – que tamanho eles têm?

***
Sobre o filme: Título “Contact” (Contato), dirigido por Robert Zemeckis, staring Jodie Foster. Muito bom! =D

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que podemos mudar

Você já tentou mudar alguém?
Não?? Hum... pense mais um pouco.
Já disse (sem ser requisitado) para alguma pessoa como ela deveria se comportar, o que fazer, onde ir? Já falou que ela não deveria ser tão desse jeito ou deveria ser mais de outro modo?
Todas essas falas são tentativas de mudar a pessoa ou, no mínimo, a demonstração de um desejo enorme de o fazer. Em análise mais profunda, quer dizer que você não a aceita como ela é ou está.
E nunca dá certo.
Lembro que insisti com meu pai muitas vezes para que ele parasse de fumar – ele não parou. Já falei milhares de vezes para minha mãe trabalhar menos – ela não reduziu. Já reclamei pra minha irmã não mexer nas minhas coisas – ela mexe.
Tanta falação, insistência e reclamação só servem para aborrecer. Ninguém pode forçar uma transformação no outro.
E tem mais: tentar mudar o outro é um ato de desrespeito, é uma agressão.
Precisamos aprender a respeitar e aceitar o outro como ele se apresenta e as escolhas que faz, lembrando que não somos os donos da razão e considerando que ela, talvez, fique assim pra sempre. E aí vamos ter que conviver com ela desse jeitinho mesmo.
Há, ainda, uma outra questão.
O espírito Hammed, no livro Renovando Atitudes, esclarece que
cada ser está num determinado estágio evolutivo e, portanto, fazendo tudo o que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo. (...)
Difícil de acreditar, mas é verdade: aquele comportamento desagradável é o melhor que a pessoa pode oferecer, dentro de suas condições atuais.
Se nós podemos pensar e agir de outra forma, não quer dizer que o outro possa (ou deva) também.

Bom... Uma vez que não podemos mudar as pessoas a nossa volta, o que nos cabe fazer? Quem está sob nosso controle? NÓS MESMOS, claro.
E é só.
Então, se quisermos mudar alguém, que seja a nós mesmos, o nosso comportamento perante as pessoas que achamos que deveriam mudar e o mundo todo.
***
Fiz questão de escrever sobre esse assunto pra que eu mesma pudesse me cobrar e policiar mais.
Na oportunidade, peço desculpas a todas as pessoas de minha convivência que tiveram que tolerar, em algum momento, as minhas críticas. 
***
Finalizando, fica aqui o lembrete para todos nós:
Aceite as pessoas como elas são.
MUDE A SI MESMO