Outro dia tive um pesadelo muito forte. Havia figuras que me causam sensação de pavor e conhecidos que há muito não vejo.
Mas o que me deixou inquieta não foi o pesadelo em si, mas o fato de eu estar super bem antes de dormir.
Quando estamos preocupados, incomodados, com sentimento de culpa, medo ou estresse, é normal que a noite de sono seja prejudicada. Afinal, “quem dorme desequilíbrio, entrega-se a pesadelos” (André Luiz, em Os mensageiros).
Mas o fato é que eu estava ótima! E mesmo assim...
Aí me lembrei:
Nossa mente é uma ESPONJA de gigantesco potencial.
Ela capta e registra informações do meio externo de uma forma magistral e as armazena em alguma caixinha no nosso arquivo interior, sem que disso nos demos conta.
Aí, de modo aleatório, essa “gaveta” da memória de repente se abre e dali sai um conteúdo (desejável ou não).
Com certeza meu pesadelo adveio de lembranças e sentimentos ruins que arquivei.
Eu não lembrava mais, mas estava ali!
Depois que a mente registra uma informação, ninguém poderá garantir quando e se ela sairá de lá.
Não podemos abrir nossa mente e “varrer” dela determinado conteúdo.
Esquecer não é eliminar.
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Daí pergunto: que tipos de informações temos enviado pra dentro da nossa mente?
Cenas de filmes de terror, de violência, programas sensacionalistas, palavras de baixo escalão, músicas com sons agressivos e letras depreciativas, notícias repetidas da tragédia da vez, idéias de pessimismo, humor discriminatório, comentários de desânimo, descrença e intolerância?
Que nada, né!
Claro. Nem tudo pode ser evitado, mas muita coisa é evitável sim.
O PROBLEMA é que se eu encho minhas “gavetinhas” de conteúdo negativo, numa situação da vida real em que, por exemplo, eu precisar de coragem e autoconfiança, não acharei nada no meu interior que favoreça isso! Muito pelo contrário...
(Desculpem a comparação infantil, é que eu fui incapaz de pensar numa representação melhor)
Conclusão: devemos selecionar mais o material a que sujeitamos os nossos olhos, ouvidos e o coração...
Sabe... do que precisamos? O que queremos? Pra nós? Pra nossa vida?
Tanta coisa BOA e BONITA de se presenciar pelo mundo... tantas cores, sons, aromas, palavras, pessoas, sentimentos e.........
Enfim... se a gente PODE escolher, por que não?
