Você já tentou mudar alguém?
Não?? Hum... pense mais um pouco.
Já disse (sem ser requisitado) para alguma pessoa como ela deveria se comportar, o que fazer, onde ir? Já falou que ela não deveria ser tão desse jeito ou deveria ser mais de outro modo?
Todas essas falas são tentativas de mudar a pessoa ou, no mínimo, a demonstração de um desejo enorme de o fazer. Em análise mais profunda, quer dizer que você não a aceita como ela é ou está.
E nunca dá certo.
Lembro que insisti com meu pai muitas vezes para que ele parasse de fumar – ele não parou. Já falei milhares de vezes para minha mãe trabalhar menos – ela não reduziu. Já reclamei pra minha irmã não mexer nas minhas coisas – ela mexe.
Tanta falação, insistência e reclamação só servem para aborrecer. Ninguém pode forçar uma transformação no outro.
E tem mais: tentar mudar o outro é um ato de desrespeito, é uma agressão.
Precisamos aprender a respeitar e aceitar o outro como ele se apresenta e as escolhas que faz, lembrando que não somos os donos da razão e considerando que ela, talvez, fique assim pra sempre. E aí vamos ter que conviver com ela desse jeitinho mesmo.
Há, ainda, uma outra questão.
O espírito Hammed, no livro Renovando Atitudes, esclarece que
cada ser está num determinado estágio evolutivo e, portanto, fazendo tudo o que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo. (...)
Difícil de acreditar, mas é verdade: aquele comportamento desagradável é o melhor que a pessoa pode oferecer, dentro de suas condições atuais.
Se nós podemos pensar e agir de outra forma, não quer dizer que o outro possa (ou deva) também.
Bom... Uma vez que não podemos mudar as pessoas a nossa volta, o que nos cabe fazer? Quem está sob nosso controle? NÓS MESMOS, claro.
E é só.
Então, se quisermos mudar alguém, que seja a nós mesmos, o nosso comportamento perante as pessoas que achamos que deveriam mudar e o mundo todo.
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Fiz questão de escrever sobre esse assunto pra que eu mesma pudesse me cobrar e policiar mais.
Na oportunidade, peço desculpas a todas as pessoas de minha convivência que tiveram que tolerar, em algum momento, as minhas críticas.
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Finalizando, fica aqui o lembrete para todos nós:
Aceite as pessoas como elas são.
MUDE A SI MESMO