Outro dia estava observando os álbuns de fotos de algumas pessoas no Orkut e Facebook.
Já reparou que, sei lá, 99% são de momentos de alegria? Uma viagem à praia, a festa com os amigos, a ocasião romântica com o “bem”. Alguns colocam fotos neutras, mas de tristeza mesmo, nunca vi.
Vendo isso, talvez nos esqueçamos de que tais pessoas também têm dias árduos no trabalho, sentimento de solidão e crises no relacionamento.
Mas o que quero destacar não é isso.
Fiquei pensando como nós condenamos a tristeza e a escondemos ou fugimos dela como se fosse a pior coisa do mundo.
Parece que algo nos diz que é preciso viver em alegria constante.
Engano.
A tristeza é um fenômeno natural e, se bem aproveitada, pode nos fazer bem!
(Só pra esclarecer: estou falando aqui daquela tristezinha, desânimo, moleza, baixo-astral – que logo passam).
A lição é de Joanna de Angelis, no livro Atitudes Renovadas:
[A tristeza] Pode ser considerada como uma pausa para a compreensão da existência.
(...) convida à viagem interior, propondo avaliação de comportamento e consideração de valores aceitos.
É normal e, algumas vezes, benéfica, pois que faculta um mecanismo de retrocedimento mental para revisão e análise em torno e acontecimentos e vivências que necessitam ser considerados.
Pode acontecer, igualmente, que, de um instante para o outro, perceba-se que aquilo que se está fazendo não é exatamente o que se gostaria de realizar, abrindo espaço para uma certa tristeza, que irá contribuir para refazer experiências e viver-se conforme os novos padrões emocionais.
Fica claro, então, que a tristeza é um chamamento para a reflexão; um alerta de que algo precisa ser revisto dentro de nós.
MAS, na maioria das vezes, ao invés de aproveitar o momento para tentar nos entender, o que fazemos?? Buscamos distrações ou a alegria eufórica, ainda que forçadamente.
E é tão fácil... Encontramos os amigos, recorremos ao álcool, ligamos a TV ou a internet – que tem sempre alguma bobagem engraçada pra gastar as horas e as décadas.
Fingimos que não existe, até que passe.
***
Basta!
Tentemos fazer diferente!
Da próxima vez que bater aquela tristeza, vamos criar coragem para nos silenciar e, assim, poder ouvir o que nós mesmos queremos nos dizer – e o que precisamos mudar.
=]
eu tenho fotos tristes no perfil, inclusive mostrando o rosto! kkkkkk
ResponderExcluirAtualmente estamos rodeados de pessoas, que muitas das vezes se julgam ser amigos, mas nas horas que você mais precisa , de uma pessoa para ter ouvir, para voce desabafar, as vezes voce não encontra, quando encontra ela nao quer saber do seus problemas, não dão atenção , acha que e bobagem.
ResponderExcluirFeliz tristeza para nós! Hehe.
ResponderExcluirA tristeza acaba por ser certo ócio que permite reflexão, criatividade...
Em excesso, assim como a expressão em excesso da alegria, machuca e custa cicatrizar.
Estou de acordo com você. Muitas vezes, as melhores e mais precisas resoluções e produções que tive, surgiram (ou acharam a porta para emergir) em momentos de certo abatimento.
Assim como a doença que vem expurgar alguma imperfeição, a tristeza vem para que seja possível perceber a intensidade com que nos animamos depois.
Ah! Parabéns pelo blog, dona otimista crônica que fala da felicidade da tristeza.
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